Redondelo é uma freguesia português do conselho de Chaves, com 18,48m2 de área e 668 habitantes, que dista a 13 Km da sede do Conselho, ficando situada na marggem de uma ribeira, agluente do Tâmega.
O seu Orago é S. Vicente. São celebradas festas em hora de S. Bernardino a 20 de maio, de Santo António a 13 de junho e S. Martinho a 11 de novembro.
É sede de freguesia à qual pertencem mais três aldeias: S. Domingos; Pastoria; e Casas Novas. Reza a Historia e, daí talvez a sua importância e o ser sede de freguesia, que era nesta povoação que se recebiam os dízimos e foros do Cabido da Sé de Arquidiocese de Braga, provenientes das outras freguesias que estavam debaixo da alçada sobre o qual o mesmo Cabido tinha jurisdição.
Zona povoada desde a pré-história, o conselho de chaves é rico em vestígios dessa época.
Na aldeia de Pastoria, podemos encontram um imponente Castro, denominado "O MURO". Com a configuração de um cone, desenvolvem-se na sua encosta duas muralhas que descem até às vinhas. No interior do recinto castrense são visíveis os alicerces de algumas casas. Trata-se de um dos castros reputado como dos mais importantes do Concelho.
No estradão que dá acesso ao Castro, situa-se o santuário pagão - excelente miradouro de uma bela vista sobre a encosta e todo o vale. Foi encontrada uma lápide epigrafada, que concluiu ter sido o edifício de uma Sinagoga Edomita, datada do século II d.C.
Em Casas Novas, admira-se o que ainda se mantém do imponente e degradado edifício que foi o Solar do Conde de Penamacor, também chamado de Solar do Visconde do Rosário. O título de conde de Penamacor foi atribuído por D. Afonso V, em 1475, ao seu Camareiro-Mor D. Lopo de Albuquerque, que ocupou o importante lugar de embaixador do Rei de Castela em Roma.
É possível encontrar também um importante conjunto arquitetural, com características de solar, onde não falta o portõ decorado e encimado pela respetiva pedra de armas, um passadiço lançado sobre um arco que deixa ver ao fundo a capela, cujo frontispício entre as decoradoras curvas barrocas ostenta uma outra modesta pedra de armas. Estamos na presença do denominado Solar de Casas -novas, ou o Solar dos Vilhena.
A pedra se armas que consta do brasão situado sobre o portão principal, é um conjunto equilibrado e consta de um escudo de um escudo clássico, em ponta. Apresenta as armas da família Gonçalves que correspondem à banda carregada de dois leões aleopardados.
Na Casa de António Pereira encontramos uma harmoniosa decoração de zimbório de vidros multicolores, encimado de um raro e artístico cata-vento e quase em frente a esta casa, encontramos uma fonte de mergulho, memória de antigas formas de abastecimento de água.
Num pequeno largo, localiza-se a capela de S. Bernardino de Sena, com uma galilé e uma singela torre sineira, enquadrado num adro murado. Esta capela foi construída em agradecimento da população ao Francisco S. Bernardino de Sena, a quem encomendavam as colheitas que anualmente eram devastadas pelas intempéries. Diz a Voz popular que, a partir dessa época, não foram destruídas mais culturas pelos maléficos temporais.
Foi também nos arredores desta aldeia que se celebrou, em 1937, a assinatura do importante ato histórico da Convenção de Chaves que terminou com a denominada Revolta dos Marechais.
Da sua remota existência, à a referir a via antiquíssima de Augusto – referida há 2000 anos, pelo Bispo de Uranopolis, na passagem por Casas Novas e Curalha, sendo que a “calçada romana” seguia em direção a S. Domingos e daí continuava para Sapelos.
Às portas de Redondelo, ergue-se um cruzeiro constituído por um pedestal prismático, um fuste, uma esfera e sobre esta, uma esbelta cruz.
Na igreja, imponente construção granítica, está em evidência o campanário altaneiro e invulgar. No seu interior, é de destacar o retábulo do altar-mor, magnificamente trabalhado em talha, com caraterísticas de transição entre os estilos renascença e barroco, tempo como patrono S. Vicente. A pia de água benta assenta sobre um ornato em forma de mão.
Ao longo da rua da igreja situa-se a casa senhorial, de importante passado agrícola, evidenciado nos equipamentos rurais que e integram e que pertenceu à família Miranda e Bragança.
Possui no interior um enorme lagar, com um sistema de canalização de vinhos diretamente para as grandes pipas, tão bem arquitetado que se considera uma obra técnica excecional.
A quinta, que se estende por assinalável e fértil área, tem uma bucólica fonte, em granito, com abóbada de canhão, encimada por uma cruz de Avis, sendo o seu espaço ladeado por uma bancada. Sendo abastecida por uma extensa mina, as águas da fonte correm para um enventanado tanque, ladeado por bancos de pedra. Sobre o portão da quinta, existem pináculos e no telhado da casa senhorial podemos encontrar uma formosa chaminé.
Na Quinta do minhoto existem duas sepulturas antropomórficas cavadas no xisto, que constituem património de valor arqueológico a conservar.
Na área desta Freguesia, situam-se duas minas de volfrâmio, muito exploradas na época de II Guerra Mundial, que são conhecidas por minas da Campina e Tosquiada.
Nos tampos atuais, a principal atividade económica da freguesia é a agricultura.
O Conselho de Chaves localiza-se nas margens do Rio Tâmega, que sendo um importante afluente do Douro, desde sempre influenciou o desenvolvimento do conselho, quer pelo vale onde corre, quer pela fértil veiga que atravessa e onde podemos destacar a qualidade dos seus vinhos.
O turismo é uma das atividades económicas mais importantes no conselho, nomeadamente com as Termas de Chaves (Caldas de Chaves), em que a água sai a 73 ºC, sendo a mais quente da Península Ibérica. As Termas de Vidago São outra importante referência turística.
A criação de gado suíno, base dos famosos presuntos de Chaves, é também outra atividade a considerar. Para além da salsicharia, a atividade industrial e artesanal está muito associada às cerâmicas e ao fabrico de mantas, cobertores e cestos.
Entre os pratos típicos e os produtos gastronómicos de Chaves e do Alto Tâmega podem-se referir o presunto de chaves e Barroso, o salpicão, as linguiças, as alheiras, a posta barrosã, o cabrito assado ou estufado, o cozido à transmontana, a feijoada à transmontana, os milhos à romana, as trutas recheadas com o famoso presunto de chaves, o pão de centeio, couve penca, Batata de Trás-os-Montes, mel e o seu apreciado vinho.
Tanto o presunto como os enchidos são secos e curados ao fumo das lareiras, sendo ingredientes fundamentais para a coinfecção do Folar de Chaves, especialidade culinária, caraterística da Páscoa, que é famosa, tal como carne picada no interior.
Os peixes mais típicos são do rio Tâmega, barbos, escalos, bogas e trutas, sendo estas ótimas recheadas habitualmente com presunto.
Quando à doçaria, destacamos os doces de amêndoa, as súplicas, as lampreias de ovos.
Os presuntos, as linguiças, os salpicões e as alheiras constituem por si sós um manancial gastronómico e importante cartaz turístico.
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